Pular para o conteúdo principal

Destaques

Vento ao Nada

  (Foto: Reprodução/Redes Sociais) Me condenso aos ruídos internos, Flechas pragmáticas, Gritos silenciosos! Um algoz de insensatez. Me busco a procura do róseo, Dos lírios do campo, Dos algodões de gozos, Dos sorrisos esbeltos. Quanto mais busco, Ó Deus, Mais me acho na mazela. Se me faz feliz viver, Pai? Uma incógnita. Meus pesares, Me perdem de vista. Já nada vejo! Vivo cego ao mundo, Aos escuros dos continentes, No breu límpido, Dos mais claros apagões. Ah, Pai... Suplico-te a luz, Do gozar, Do amar, Do viver. A luz clara, Veja. Do sentir, Do clamor, Do berrar, Do amanhecer.

De Massapê ao Sertão: A História dos Benfeitores Mariano


(Foto: Acervo pessoal/Pedro Mariano)

Homem aguerrido, com uma generosidade que perpetua gerações. Nascido no município de Massapê, filho do Coronel Chico Preto e de dona Francisca Tomé, batalhou desde a tenra idade para sobreviver nas guerrilhas que outrora tivera que enfrentar na luta do cotidiano.

Homem humilde, com a mais alta sabedoria, educação, benevolência e generosidade.

Sua prole numerosa de 11 filhos, onde um herdeiro, ainda com meses de nascimento, não suportou a chegada entre nós. Herdaram os filhos suas qualidades e não hesitaram em compartilhar o bem mais valioso herdado pelo pai: O bem.

Mesmo com as adversidades da vida, que impediam a melhora de vida do simples agricultor, a dificuldade vivida no século XX não o desanimou.

Vindo de uma família sertaneja que se estendia de região a região, muitos destes se destacavam por um diferencial admirável: a prática da leitura, onde, naquela época, para simples sertanejos, a leitura, ou melhor, o conhecimento, era algo fora da realidade dos pobres sertanejos.

Pretéritos passados, estes em tempos penosos e difíceis de ser vivido, o jovem Luiz Mariano, o ressoar da pureza lhe preenchia: a leitura e o fulgor no futuro.

Mesmo vindo de uma família humilde, que o pouco lhes tinham, não hesitou em promover o ato da bondade. Em tempos em que a vida abatia os sertanejos, pouco ou quase nenhum dos pobres trabalhadores não sabia ler, escrever e nem, portanto, pronunciar palavras concisas, pois, em virtude do alto grau de analfabetismo, a simplicidade habitava na casa dos flagelados.

O jovem Luiz, valente e corajoso pelo conhecimento, usou de seu saber para ajudar e acolher aqueles que mais necessitavam de assistência. Não hesitou o jovem, portanto, em promover a bondade, em ensinar, ajudar e amparar os pobres que daquela vivência habitavam.

Com tanta simplicidade, mas com muito altruísmo, implementou em sua própria residência uma sala de aula, com o intuito de ajudar a população do vilarejo a aprenderem a ler e a escrever, ou, certamente, a estudar e instruí-los ao saber, a voarem longe da carência do estudo.

O ilustre massapeense Luiz Mariano, à mercê da humildade, mesmo não tendo condições cabíveis de auxiliar financeiramente os pobres sertanejos, tirou do suor de sua pele, com garra e braveza, o pouco que lhe tinha para custear objetos básicos para a população. Os materiais básicos, como caderno, borracha e lápis, portanto, ajudaram de forma abrangente os pobres flagelados a iniciarem no campo do conhecimento. O lanche no intervalo das aulas era o mais esperado, muitos, com a fome em seu interior, esperavam pelo alimento que sr. Luiz doava aos estudantes.

Luiz Mariano, não mais um jovem, mas um grande educador, ensinou com perseverança os alunos que ele o tinha adotado. As formas de ensino foram além, onde foram instruídos a caminhar pelo vale florido do aprendizado.

Um homem prodígio, usou de seu valioso tempo, que outrora, pais conservadores habitavam de forma banal pelas ruas de nossa pátria, impedindo os jovens de se dedicar ao ato do estudo, à aprendizagem e ao se debruçar sobre os livros, pelo conhecimento e pela sabedoria. O massapeense, mesmo um homem do campo, não duvidou de sua capacidade em amparar os pobres necessitados através do estudo, o que, certamente, fez com muita astúcia.

De forma exitosa e honrosa, Luiz Mariano, massapeense com o mais alto grau de caridade, perpetua um legado duradouro. Mesmo entre as adversidades, sobretudo as dificuldades árduas da vida, não pensou duas vezes em abraçar o próximo, onde alfabetizou mais de vinte sertanejos, dando-lhes o dom que a vida há de oferecer.

Com uma singela lousa de giz, que, porventura, era outrora o fulgor da apreciação dos alunos, fez dela a melhor experiência que tivera a oferecer.

Os pobres oprimidos ganharam o dom do aprendizado naquele lugar, no distrito de Santana do Acaraú. Lugar este, pois, o jovem Luiz, mesmo sendo filho da terra de Massapê, usou do espírito luminar para educar filhos santanenses e massapeenses.

O moço intelectual, digno de nomeação de professor, usou o saber erudito para propagar aprendizado, formando diversos filhos da terra.

Anos depois, em um assentamento denominado Poço da Pedra, distrito de Moraújo, o moço Luiz Gonzaga Mariano foi além. Dando voz aos emudecidos, idealizou com bravura e com suor no rosto, naquele modesto interior, a chegada da luz, sendo peça-chave na instalação de postes de iluminação pela região. Também foi responsável pela criação da primeira escola de Poço da Pedra, que acolheu mais de vinte crianças necessitadas, oferecendo-lhes a merenda e os ensino cotidiano.

Luiz Gonzaga Mariano idealizou ainda o primeiro chafariz da localidade, proporcionando aos humildes sertanejos dignidade no uso da água e auxiliando-os a fazer bom proveito desse bem.

Em tempos de grandes secas, angústias e aflição marcados pelo medo de perder a plantação, os animais e toda a atividade do campo, a água era o que lhes trazia alívio e esperança. Servia para o alimento, o banho, os animais, as plantações e tantos outros usos do sofrido cotidiano rural. Por exigir força e coragem, a vida no campo encontrou em Luiz Mariano um homem valente, que dedicou a própria existência a acolher e ajudar o próximo.

Por certo, não posso deixar de me encurtar, pois a prole de Luiz Mariano, herdando a bondade e a perspicácia do jovem massapeense, moldou-se nos parâmetros benévolos de sua figura.

Personagens estes que poderia citar numerosos, mas destaca-se Eliane Mariano, uma das descendentes mais jovens do moço, filho da terra argilosa.

A jovem filha de Santana do Acaraú, com raízes massapeenses, Eliane Mariano moldou-se como figura de mais alto grau de solidariedade.

A mulher solidarista, desde jovem, bem como já não relutou em também amparar os mais necessitados, os que têm fome, os que não têm o que vestir, os doentes e os pobres desfavorecidos.

Com o mais alto grau de simpatia, hospitalidade e bondade, a moça, com raízes massapeenses, Eliane Mariano realizou ações comunitárias no Hospital Albert Sabin, em Fortaleza, onde contribuiu com ações voltadas a jovens diagnosticados com câncer.

Apoio este que se perpetuou durante tempos, portanto, deveras honroso, pois, em momentos de aflição, pais, familiares e amigos lutavam com dor, sofrimento e comoção na busca pela melhora de seus parentes em tratamentos oncológicos. A ajuda, necessária, com roupas, brinquedos, alimentos, amparo diverso e o consolo, ajudou aquelas famílias presentes no hospital a lutarem com mais força e perseverança, com a força do Nosso Criador Gênesis.

Eliane Mariano, filha do educador Luiz Mariano, foi além, continuando com suas ações beneficentes. Na capital do Ceará, Fortaleza, ajudou inúmeras pessoas necessitadas, amparando-as com alimentos, brinquedos e roupas, desde crianças, jovens, adultos e idosos, deixando registrada a sua marca altruísta.

Eliane, mesmo enfrentando uma realidade árdua, era uma mulher humilde, trabalhadora e corajosa. Sempre lutou por melhoras e nunca deixou de lado as pessoas que eram “invisíveis” para a sociedade, sempre as ajudava e, mesmo sofrendo internamente, não hesitava em abraçar a dor que próximo suportava.

A santanense, com raízes massapeense, ainda foi adiante, ajudando pobres flagelados em diversas localidades do Ceará, como Santana do Acaraú, Massapê, Fortaleza, Maranguape e diversas comunidades pela região, onde pôde contribuir com sua ajuda humana em distritos das cidades.

De forma humanista, ajudou moradores em situação de rua, incluindo idosos, crianças e adultos em situação de alta vulnerabilidade social.

Eliane, humilde, destemida e aguerrida, fez-se humana com o dom altruísta que Deus lhe deu.

Certamente, é honroso mencionar, portanto, a graça solidarista que o Estado do Ceará tem, por certo, em habitar personalidades com o mais alto grau de altruísmo e com a mais pura bondade pelo próximo.

Ambos, o pai, Luiz Mariano, e a filha, Eliane Mariano, fazem o mero levantamento de caridades evidenciadas em solo cearense.

O relato por si, que se consolida como um breve relato dos benfeitores filho da terra de Massapê, cabe menção de forma resumida:

Luiz Gonzaga Mariano: Educou mais de 20 adultos com alto grau de analfabetismo no município de Santana do Acaraú, em comunidade carente. Doou lápis, borracha, caderno e alimento aos sertanejos em prol da educação dos agricultores, onde fez uma escolinha em sua própria residência, abrigando alunos e educando os sertanejos. Idealizou outra escolinha na localidade de Poço da Pedra, no município de Moraújo, ajudando mais de 20 crianças, dando-lhes merenda e apoio escolar. O benfeitor foi precursor da implementação da luz e da visibilidade da região.

Maria Eliane Silva Mariano: Ajudou crianças com câncer no Hospital Albert Sabin, com assistência de roupas, brinquedos, alimentos, materiais diversos e o dom do consolo. Ajudou, em diversas localidades do Estado do Ceará, os menos favorecidos em situação de vulnerabilidade social, com doações de roupas, comidas, objetos assistenciais e brinquedos para as crianças carentes. Idealizou campanhas para doação de roupas novas ou usadas para a cidades de Massapê e Santana do Acaraú.

Comentários

Postagens mais visitadas