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"Olha as estrelas. Enquanto elas brilharem haverá esperança na vida." - Érico Veríssimo
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Por que normalizamos a discórdia?
Ainda que moldados em meio a área tecnológica onde, de certa forma, as interações humanas estão cada vez mais habituadas aos cliques das telas digitais, não é difícil perceber o motivo da normalização de tantas brigas e intrigas em nossa sociedade. O motivo é claro: desaprendemos a dialogar.
Dentre os fatores que contribuem para a banalização desses atritos, destaca-se, com maior evidência, a polarização política e ideológica, que divide a sociedade em extremos, incentiva a violência mútua e promove comportamentos radicais e hostis mundo afora.
Além disso, as redes sociais, com seus algoritmos que propagam conteúdos de raiva, polêmica e ofensas, têm ganhado cada vez mais força nos últimos anos. O discurso de ódio, legitimado por comportamentos nocivos e excludentes, somado a sensação de impunidade, provoca na sociedade sentimentos de repulsa e furor, levando muitos a adotarem medidas drásticas.
Embora a divergência de opiniões seja um fenômeno natural na interação humana, a normalização de condutas que visa ferir a honra do próximo para promover a própria satisfação cria uma barreira excludente. Em vez de manter um diálogo claro e saudável, essa postura pode levar a confrontos físicos, brigas e uma série de violências.
Levando tudo isso em conta, a discórdia nada mais é do que um gerador de audiência. Ela ganha palco, lucro, fama e seguidores. Vivemos no século XXI, na era da informação, mas, ao contrário do que se espera, em vez de buscarmos o entendimento, glorificamos o deboche e a intriga, e repudiamos o diálogo e a escuta.
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