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Destaques

Vento ao Nada

  (Foto: Reprodução/Redes Sociais) Me condenso aos ruídos internos, Flechas pragmáticas, Gritos silenciosos! Um algoz de insensatez. Me busco a procura do róseo, Dos lírios do campo, Dos algodões de gozos, Dos sorrisos esbeltos. Quanto mais busco, Ó Deus, Mais me acho na mazela. Se me faz feliz viver, Pai? Uma incógnita. Meus pesares, Me perdem de vista. Já nada vejo! Vivo cego ao mundo, Aos escuros dos continentes, No breu límpido, Dos mais claros apagões. Ah, Pai... Suplico-te a luz, Do gozar, Do amar, Do viver. A luz clara, Veja. Do sentir, Do clamor, Do berrar, Do amanhecer.

Por que normalizamos a discórdia?

 


Ainda que moldados em meio a área tecnológica onde, de certa forma, as interações humanas estão cada vez mais habituadas aos cliques das telas digitais, não é difícil perceber o motivo da normalização de tantas brigas e intrigas em nossa sociedade. O motivo é claro: desaprendemos a dialogar.

Dentre os fatores que contribuem para a banalização desses atritos, destaca-se, com maior evidência, a polarização política e ideológica, que divide a sociedade em extremos, incentiva a violência mútua e promove comportamentos radicais e hostis mundo afora.

Além disso, as redes sociais, com seus algoritmos que propagam conteúdos de raiva, polêmica e ofensas, têm ganhado cada vez mais força nos últimos anos. O discurso de ódio, legitimado por comportamentos nocivos e excludentes, somado a sensação de impunidade, provoca na sociedade sentimentos de repulsa e furor, levando muitos a adotarem medidas drásticas.

Embora a divergência de opiniões seja um fenômeno natural na interação humana, a normalização de condutas que visa ferir a honra do próximo para promover a própria satisfação cria uma barreira excludente. Em vez de manter um diálogo claro e saudável, essa postura pode levar a confrontos físicos, brigas e uma série de violências.

Levando tudo isso em conta, a discórdia nada mais é do que um gerador de audiência. Ela ganha palco, lucro, fama e seguidores. Vivemos no século XXI, na era da informação, mas, ao contrário do que se espera, em vez de buscarmos o entendimento, glorificamos o deboche e a intriga, e repudiamos o diálogo e a escuta.

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