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Destaques

Estamos numa fase de esvaziamento do ser

Basta observar a realidade ao redor para perceber que algo mudou na forma como as pessoas se relacionam, seja consigo mesmas ou com o mundo. Nunca houve tanto acesso à informação, tantas formas de comunicação e tantas possibilidades de interação. Ainda assim, cresce a sensação de que "algo está faltando". No decorrer dos dias, entre telas bem iluminadas e a busca constante por resultados, muitas pessoas parecem estar cada vez mais distantes de si mesmas. O mundo se acostumou a valorizar a velocidade, isso é fato. É preciso produzir mais, responder mais rápido, aparecer mais e conquistar mais, segundo a lógica da sociedade atual. Nesse processo, no entanto, mesmo cercadas por tantas possibilidades, muitas pessoas convivem com sentimentos de vazio, insatisfação e desconexão entre o mundo interior e o exterior. Isso ocorre porque o excesso de estímulos nem sempre é acompanhado de propósito. O que estamos perdendo ao viver constantemente com pressa? Até que ponto nossa urgência e...

Massapê: Salto de Progresso


(Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Massapê, terra barrenta, centenária e prodígio. As serras dão canto à magnitude de sua relevância. Notadamente, bem como faço alusão aos benfeitores da cidade, ainda antes de seu parto, a terra fértil migra ao progresso.

Já na conjuntura histórica, fez-se referência por Barão de Studart, Antônio Bezerra, Tomaz Pompeu, Joaquim Catunda, João Brígido, Álvaro Gurgel de Alencar, dentre outros antigos historiadores que projetaram dignamente os tocantes de Massapê para além das glebas nacionais. Bem como transitaram, em tempos remotos, renomados escritores como Simões Lopes e Humberto de Campos.

Em outrora vertente, Massapê era terra de Curral Velho, atual Santana do Acaraú. Passou-se a vila e, nos tempos passantes, tornou-se cidade. Com 127 anos de emancipação política, o município encontra-se ao tempo, firmada entre os tempos passados e a modernidade. Da simples agricultura com a qual o nordestino tirava sustento, a cidade ergueu-se em grandes prédios, casas, fábricas e palacetes. O município projeta-se em larga dimensão a outras cidades vizinhas, que permanecem inertes.

O horizonte vívido das serras contornadas ganha vigor pelo povo massapeense e pelos visitantes que admiram a perfeição a terra dos povos originários, dos portugueses, dos paroaras e da Maria Fumaça que, com a ascensão das linhas ferroviárias, a atividade comercial impulsionou o desenvolvimento da cidade.

Embora a terra de João Arruda, Osvaldo de Aguiar, Osmundo Pontes, Joaquim Mariano de Sousa, Chico da Santa, Amadeu Albuquerque, Arnóbio de Andrade, Wilson Aguiar, Pe. João Batista, dentre tantas outras joias que enobrecem a cronologia histórica da cidade, ainda ecoa nas ruas vívidas de amor, humildade e carinho, o veneno que alimenta a politicagem cultural dos filhos da terra.

Cidade bela, onde ressoa o brilho do embelezamento secular, a voz do povo massapeense, seus cantos, gritos, gargalhadas e súplicas de um povo aguerrido, vitorioso, de corpo e alma, de um lugar nascente de originalidade e permanência. Terra fértil, ou Terra de Serra Verde, que borbulha as perfeições gêneses de um Criador amoroso pela cidade que emana luz.

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