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Academia Massapeense e Academia Sobralense de Letras: O Solar dos Intelectuais

Guardiãs literárias em nosso Ceará, sabidamente honrado como “Terra da Luz”, na zona norte do estado, eis que surgem duas entidades eruditas, detentoras da subjetividade intelectual de heterogêneas atuações. Ainda que, certamente, as façam consideradas como “solar dos intelectuais”, ambas as entidades se moldam com sua literatura refinada, elitizada e coberta de robustez, onde consolidam-se no polo setentrional, na quadra do estado.
Academia Massapeense de Letras e Artes (AMLA) e Academia Sobralense de Estudos e Letras (ASEL), arcádias maiores, no qual se fazem presentes ilustres personalidades da intelectualidade do Ceará e do Brasil.
Uma centenária, fincada no berço do rio Acaraú, proclamada como Princesinha do Norte. A outra, à luz de seu parto, se fez presente há breve tempo, fixada nos braços do açude Acaraú-Mirim, exaltada como Vila da Serra Verde.
A Academia Massapeense, com regresso na cidade de Massapê, se estende nos raios da genialidade, onde, mesmo com tenra idade, se mostrou ser digna de tamanha linhagem e intelectualidade. Por suas cadeiras, se encontram nomes distintos, nos quais, os mesmos perpetuarão o legado memorável além da Terra da Luz, nosso Ceará.
Há que se notar, dentre as personalidades luzentes na terra fértil e argilosa, pois a arcádia faz jus ao enobrecimento da história oculta da terra massapeense. Faço-me citar, pois não façamos deixar dúvidas de que a história de nossa cidade é a memória de nossas ruas, becos e avenidas, ainda com pouco ou muito território.
A história do Cruzeiro de Oiticará, marco histórico da família Arruda em território brasileiro, no qual tocou em solo de Massapê. Ainda, a 1ª Feira do Livro da região, o Encontro das Academias, o lançamento de livros e o incentivo literário, o resgate de livros históricos, como Massapê em Foco (Osvaldo de Aguiar), A Irmandade da Cruz e Acaraú-Mirim: Cem Anos de Desilusão (Antônio Thomaz Neto), Portugal e Outras Pátrias (Osmundo Pontes), Três Cidadãos de Massapê (Milton Dias), dentre tantos outros.
Além disso, demonstrando sua efervescência, o resgate histórico de personalidades massapeenses esquecidas, faço ainda citar, como poetas, escritores, intelectuais, nomes eclesiásticos, entre numerosos. Dentre as ações, no quais, se continuasse citando, não caberia tanto texto nesse arquivo, vale citar a implementação histórica da Revista da Academia Massapeense de Letras e Artes, onde se reúne uma série de conteúdos sobre a historia da cidade, além de poemas, artigos, crônicas, pensamentos, ensaios, histórias, genealogia e vultosas ideias de autoria dos acadêmicos do Silogeu.
Já a Academia Sobralense, centenária, na qual, em suas cadeiras, reúne e, certamente, reuniu inúmeras personalidades. Apesar de ser uma arcádia longínqua, não se limita a idealizações. Assim posso dizer, pois é perceptível as empreitadas fomentadas pela mesma. Faço alusão ao recém-lançamento do livro histórico do silogeu “Asel – 1922/2022 Uma Academia Centenária”, ao incentivo e à publicação de livros em diversos gêneros, à outorga de títulos honoríficos e aos eventos literários. A instituição, que mantém o seu legado secular, durante sua caminhada reuniu personalidades de toda região do Brasil nas solenidades, menção esta a personalidades das letras, artes, personalidades políticas, eclesiásticas e de toda área de atuação.
Os dois pilares institucionais, bem como menciono no título do texto, se fazem presentes de personalidades distintas da cultura cearense, com membros que integram instituições como: Instituto Histórico do Ceará, Instituto Histórico do Maranhão, Instituto Histórico de Sobral, Academia Cearense de Letras, Academia Cearense de Cinema, Academia Cearense de Literatura e Jornalismo, Academia Cearense de Medicina, Academia Cearense de Língua Portuguesa e diversas entidades intelectuais do Brasil. Impõe-se, pois ainda faço-me frisar como o solar dos intelectuais, as duas arcádias como o berço intelectual e cultural da zona norte do estado do Ceará.
A dupla de silogeu, ou assim o faço dizer, Solar dos Intelectuais, embora certa afirmação às entidades seja alegada por minha pessoa, faço-me um sujeito de tamanho destemor.
De modo evidente, sigo na trilha na qual os mesmos se ousaram propor-se a trilhar no convívio das letras. Carrego, portanto, a bravura já sentida por Ferreira Gullar, no qual o autor aludia: “A arte existe porque a vida não basta”.
Vale ressaltar, pois, sob circunstâncias adversas, a bravura ao sobreviver, não me prendo a viver, vivo por opção. Assim como a ousadia dos intelectuais meramente mortais, a história do ser se move ao despedir-se de seu lugar, ao envolto de outros seres, mas sua memória se propaga ao longo dos tempos.
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